Feminino cangaço

Documentário sobre as mulheres do bando de Lampião será exibido na CAL e ILB

Como as mulheres entraram para o mundo do cangaço?  Quais motivações levaram essas mulheres a acompanhar os cangaceiros nas suas vidas repletas de perigos e ciladas? De que forma sua presença no bando alterou as relações entre os  homens do grupo? Essas são algumas das interrogações que o documentário Feminino cangaço tenta responder.

Dirigido por Manoel Neto e Lucas Viana e produzido pelo Centro de Estudos Euclides da Cunha (Ceec), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em parceria com a WebTV/ Uneb, o filme será exibido dia 2 de agosto (quarta-feira), às 19h, na Casa da Cultura da América Latina da UnB (CAL) e dia 3 de agosto, às 14h, na Sala 2 do Instituto Legislativo Brasileiro. Á tarde, no ILB, após a exibição da obra, haverá uma Roda de Conversa com a  presença do diretor Manoel Neto. O evento é uma realização da Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal, em parceria com a CAL/DEX/UnB.

Raptadas, seduzidas, apaixonadas ou simplesmente atraídas por uma vida cheia de perigos e pela liberdade, as sertanejas que acompanharam os grupos de cangaceiros tiveram um papel importante e surpreendente no universo do cangaço. Elas também mudaram, completamente, a indumentária dos cangaceiros, criando roupas e acessórios coloridos e bordados, que marcaram sua imagem.

Lançado em 2013, em Salvador (BA), o longa tem 80 minutos e conta com depoimentos de inúmeros especialistas da temática do cangaço, como Antonio Amaury, sócio fundador da União Nacional de Estudos Históricos e Sociais (Unehs),  os pesquisadores Frederico Pernambucano de Melo, Luiz Ruben, Rosa Bezerra e Germana Gonçalves, a filha e a neta de Lampião e Maria Bonita, Dona Expedita e Vera Ferreira, respectivamente.

O projeto teve início em março de 2012 e tem como cenário  as  cidades de Salvador, Paulo Afonso (BA), Recife (PE), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Piranhas (AL), além de visita à Gruta do Angico (SE), local da morte de Maria Bonita e Lampião e outros cangaceiros.

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado foi criada em 2013, por meio da Resolução nº 9/2013, para inserir o Senado de forma mais efetiva no debate sobre questões de gênero e na luta pela construção de uma sociedade em que mulheres e homens tenham os mesmos direitos. A intenção á atuar contra todas as formas de discriminação.


Serviço

Exibição do filme Feminino cangaço, de Manoel Neto e Lucas Viana
Dia 2 de agosto (quarta-feira), às 19h
Local: Casa da Cultura da América Latina (CAL), Sala 305 (3º andar)
SCS Qd. 4, Edifício Anápolis. Telefones:  3107.7963, 7964
Dia 3 de agosto (quinta-feira), às 14h
Local: Instituto Legislativo Brasileiro (ILB)
SAAN – Senado Federal (Praça dos Três Poderes)
Entrada franca
Classificação: livre
Realização: Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal/ CAL/DEX/UnB

Brasília, 27 de julho de 2017