CineCAL

Cinema novo

O CineCAL, em julho, celebra o Cinema Novo movimento  da segunda metade dos anos 1950 influenciado pela  Nouvelle Vague e pelo neorrealismo italiano, que surgiu incorporando novas formas de linguagem e renovando questões estéticas e culturais do Brasil. Por meio do trabalho de jovens realizadores,  buscou analisar os entraves políticos e sociais do país e se afirmou  como o grande movimento cinematográfico brasileiro.

A programação do CineCAL, que contém dois pilares da estética da fome – Os fuzis e Vidas secas, é composta por filmes de Roberto Pires, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, Ruy Guerra, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Miguel Borges, Marcos Farias, Luís Sérgio Person e por um documentário feito por Eryk Rocha, em 2016, contando a história do movimento.

Programação

Dia 4 de julho  ( terça-feira)

Rio 40 graus. Direção de Nelson Pereira dos Santos, 1956, 100 min. No Rio de Janeiro, em um dia intenso de verão, cinco garotos pretos e pobres saem da favela onde vivem para vender amendoim pela cidade. Percorrendo os quatros cantos do Rio, eles vivem e presenciam casualidades e incidentes, verdadeiras desventuras que destrincham a realidade urbana da cidade,  daquele período. Classificação: 14 anos

Dia 6 de julho (quinta-feira)

A Grande feira. Direção de Roberto Pires, 1961, 91 min. O ingênuo marinheiro Roni, também conhecido como Sueco, aporta na Bahia e vai conhecer a famosa feira de Água dos Meninos. Lá, porém, é passado para trás pela prostituta Maria, amante do bandido Chico Diabo, que o esfaqueia. Classificação: 14 anos

Dia 07 de julho  (sexta-feira)

Cinco vezes favela. Direção de Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Miguel Borges e Marcos Farias, 1962, 92 min. Cinco curtas-metragens que narram as historias de diferentes pessoas que moram nas favelas do Rio de Janeiro e o modo de como levam a vida. Classificação: 14 anos

Dia 11 de julho  (terça-feira)

Barravento. Direção de  Glauber Rocha, 1962, 80 min. Primeiro longa dirigido pelo cineasta baiano. A história acompanha um negro educado que volta à aldeiazinha de pescadores em que foi criado para tentar livrar o povo do domínio da religião. Classificação: 14 anos

Dia 13 de julho  (quinta-feira)

Os fuzis. Direção de  Ruy Guerra, 1963, 120 min.  Em 1963, policiais chegam a uma cidade pobre do Nordeste para impedir que a população saqueie um depósito de alimentos. Em meio a um cenário desolador, os policiais ficam chocados com a negligência do governo que, ao invés de mandar alimentos para os moradores famintos, manda soldados. Classificação: 14 anos

Dia 14 de julho ( sexta-feira)

Ganga Zumba. Direção de Cacá Diegues, 1963, 100 min. No Nordeste, entre os séculos 16 e 17, alguns escravos de um engenho de cana-de-açúcar tramam uma fuga para o Quilombo dos Palmares, uma comunidade de negros fugidos da escravidão, na Serra da Barriga, em Alagoas. Entre eles, encontra-se o jovem Ganga Zumba, futuro líder daquela república revolucionária, a primeira de toda a América. Classificação: 14 anos

Dia 18 de julho  (terça-feira)

Vidas secas. Direção de Nelson Pereira dos Santos, 1964, 103 min, adaptação da obra de Graciliano Ramos. Uma família miserável tenta escapar da seca no Sertão nordestino. Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia vagam sem destino pelos confins do interior e, já quase sem esperanças, sobrevivendo às forças da natureza e à crueldade dos homens. Classificação: 14 anos

Dia 20 de julho  ( quinta-feira)

São Paulo S. A. Direção de Luís Sérgio Person, 1965, 90 min. Entre 1957 e 1961, Carlos, que pertence à classe média paulista,  é levado pelas chances imediatas que lhe são dadas pela sociedade, e ingressa numa grande empresa. Depois aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual torna-se gerente. A certa altura se vê na pele de um chefe de família, que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito. Classificação: 14 anos

Dia 21 de julho (sexta-feira)

A falecida. Direção de  Leon Hirszman, 1965, 90 min. Zulmira é uma mulher obcecada pela ideia da morte e sonha ter um enterro de luxo para compensar a sua vida simples e miserável, num subúrbio carioca. Ao saber que tem uma boa saúde, fica totalmente abalada e, por fim, acaba contraindo uma tuberculose. Como último pedido, pede ao marido desempregado um grande e luxuoso enterro. Classificação: 14 anos

Dia 25 de julho ( terça-feira)

O padre e a moça.  Direção de  Joaquim Pedro de Andrade, 1966, 90 min, baseado em trecho de poema de Carlos Drummond de Andrade. A chegada de um jovem padre em uma pequena cidade de Minas Gerais causa comoção no dia a dia da vida local, principalmente, após ele sentir atração por uma linda moça do local. Classificação: 14 anos

Dia 27 de julho ( quinta-feira)

O dragão da maldade contra o santo guerreiro. Direção de Glauber Rocha, 1969, 95 min, vencedor do prêmio Melhor Direção no Festival de Cannes. Misturando cordel e ópera, essa aventura apresenta o personagem Antônio das Mortes, que recebe a tarefa de eliminar um novo cangaceiro da região. No caminho, ele encontra diversos jagunços e coronéis e se vê cara a cara com o povo do sertão e com as dificuldades enfrentadas pelos sertanejos. Classificação: 14 anos

Dia 28 de julho ( sexta-feira)

Cinema Novo. Direção de Eryk Rocha, 2016, 90 min. Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que colocou o Brasil no mapa do cinema mundial e lançou grandes diretores como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Cacá Diegues, e criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema brasileiro. Classificação: 14 anos

Entrada franca

Hora: 19h

Local: Casa da Cultura da América Latina da UnB

SCS Qd 4, Edf. Anápolis, sala 305. Telefone 3321.5811

Realização: CAL/DEX/UnB

Brasília, 03 de julho de 2017